segunda-feira, 13 de abril de 2015

Agora ou Nunca - 2ª Parte


Por enquanto, sediados no Patriarca,
Procuradores, vamos chamá-los Achadores;
pois, quem procura, acha;
Excelências, Carlos, Sérgio e Deltagnan,
dão suporte ao magistrado Moro,
quatro grandes patriotas,
seriam “Os Três Mosqueteiros”;
seguem a pista do dinheiro da lavagem,
com o apoio e a coragem
 dos Agentes Federais,
até chegar ao chefe,
o canalha que bem conhecemos;
sim, o melliante de sempre,
“Ali Lulla”; antes, com seus Quarenta Ladrões;
agora, com toda a corja de militantes,
forjados nas diversas esferas e poderes
para todos os quereres, quando quiseres...
Mas, André, fostes mais que um alferes;
agora, faltam talheres para a sobremesa;
mas, se o PC falar primeiro?
Não, o alagoano; morto não falla;
ainda mais, prematuramente callado.
Sim, o Correia, conterrâneo
do cabra de peia,
o intempestivo e extemporâneo,
festivo e ébrio Esponja;
pois é, se o Pedro III abrir a boca...
Remotamente, já houve o I,
o irmão collorido;
há algum tempo, o II, de modo B(a)rusco;
então, este será o III, o novo X9?
Na boa, pode ser qualquer pessoa, “né”, Ricardo?
E ainda tem o Queiróz!
Quem vai dar voz à consciência?
Se depender da leniência, ninguém;
conivência com o mal, olhai a quem!
Olho no olho;
mas, com Nestor não dá...
Agora, nova licença literária,
 do Senhor mal educado,
ex-Sinistro da Educação:
"acho que os Achacadores
sempre deixam rastro
e um felpudo lastro
em suas constas bancárias no exterior.”
Ainda tem a mídia não vendida
e a população nas ruas
pra denunciar e combater as falcatruas;
então, reafirmo: “é melhor falar!”
Não, a julgar pela menor participação popular,
15 de março versus 12 de abril,
aparente crescimento da desesperança,
assim, a Marina se referiu.
 Argumento, os abutres se nutrem desta crença;
então, temo que o sucesso desta luta
 dependa, tão somente, do Congresso;
Câmara e Senado, $ituação opo$icioni$ta
ou opo$ição $ituacioni$ta?
Mas, ainda acredito nos Senhores
Deputados e Senadores e ratifico:
“a diferença, crucial, entre o momento atual
e os fatos anteriores
 é que para os malfeitos e os delitos passados,
a corrupção era um MEIO ilícito;
o que não se justifica;
mas, para essa corja imunda,
 é o FIM, é o projeto de poder pelo poder do projeto;
a partir do (Desa)Foro de São Paulo.”
É dessa forma, disforme,
que essa cambada de vagabundos
quer venezuelizar um Brasil
já quase argentinizado; então, rogo
“brasileiros de caráter e de vergonha, não permitamos!”
A urgência é logo!
Agora, a Vice-Presidência assume um novo posto,
de 1° Ministro, pra deleite ou desgosto;
é o (in)fiel da balança do
Presidencialismo Parlamentarista,
a serviço da Rainha da Brazuella, DillMadura;
que reina, não governa
e quer implantar a ditadura bolivariana;
não engana ninguém;
mas, há o que “Temer”, Michel?

...continua...

Agora ou Nunca - 1ª Parte


Há pouco, a deputada;
não diria louca;
mas, desequilibrada,
 Maria do Calvário,
em seu rosário de queixas,
deixa uma declaração funesta:
“é um ParTido de gente honesta!”
Na vera, é de tudo que não PresTa;
é assim, em sua grande maioria.
No seu desvairio,
até acredito que ela, a Quimera; 
 essa figura lembra mais a desGraça;
não, ella, a megera famigerada,
faça parte de uma minoria,
cada vez menor;
considerando honestidade, tão somente,
a não subtração de valores monetários;
mas, não coloco a mão no fogo;
porque, morais, jamais!
E mais, a afirmação acima é desonesta,
porque é mentirosa;
então, esquece a rima
e presta atenção na minha prosa:
“toda regra tem exceção!”
Ora! A excepcionalidade, nesse caso,
não é válida, vai negar?”
Então, melhor dizer:
“toda exceção tem regra!”
Agora, de volta ao rosário, Maria;
na última eleição,
seu comitê de campanha
propagou a mentira
do fim do bolsa-família
pelo candidato da oposição,
conluio com o estelionato eleitoral.
Então, quem bate, também tem que apanhar!
O desatino dessa criatura é anormal;
vem, antes mesmo
de chamar de estuprador
quem defende a redução da maioridade penal
e a punição mais rigorosa a esses delinqüentes;
assim, quem ladra primeiro, ouve depois;
então, o bom deputado retrucou:
“não merece ser estuprada!”
Está claro o sentido figurado,
o congressista não é nenhum tarado;
mas, se não dá pra encará-la de lado,
no sentido figurado;
pois, não falo de medo,
quanto mais defronte!
Assim, da mitologia para a história,
Bolsofonte (Beleronaro) destruiu a Quimera,
a Maria já citada, criada pelo rei (de) C(P)ária.
Haja disparate, pode parar!
Mas, voltando às exceções:
“há novas Va(r)gas pra corruPTos, André?”
Ex-deputado, responda;
não, de punho cerrado;
mas, algemado;
depois, trancafiado,
vendo o sol nascer quadrado;
o irmão, ao seu lado;
também, sem foro privilegiado:
”quer calar ou ser premiado?”
Diz: “já foi ou vai ser ameaçado?”
Ou: “senta que o Léon é manso?”
Vinte e oito visitas ao doleiro:
“cadê o dinheiro?”
Seria trágico, se não fosse (h)Ilário o seu nome!
Para ambos, mau descanço...
Agora, relembre a cena,
à sua direita,
o brilhante juiz do Supremo;
ironia, indicado pelo Demo;
este mesmo, dos Nove Tentáculos,
Octopus; não, Eneapus,
assim seria o neologismo para o mollusco,
também camuflado de Sapo Barbudo.
“Põe as barbas de molho, PeTralha-mor!”
Quem diria, Joaquim, paladino da justiça
contra os ladinos do Mensalão;
hoje, diria café pequeno;
só que agora é Petrolão,
tem muito mais veneno
e ainda tem o Receitão e o BNDES;
tem mais gente a falar e a calar;
a desaparecer, também, será?
Melhor perguntar no posto, “ops”, ao Sombra...

...continua...

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Diferenças

Esta letra é uma paródia de uma melodia, originalmente composta, por mim, entre 1995 e 1996.
A 1ª versão fala das "Diferenças", pessoais, já superadas; esta, bastante atual, trata das "Diferenças", políticas, morais, culturais, sociais e outros "ais", gritantes em nosso país.
As duas estrofes do refrão foram mantidas, igualmente, nas duas versões; pois, têm abrangência ampla, para quaisquer contextos.
Enfim, precisamos extirpar estes males...

Se você usa vermelho,
eu sou verde e amarelo;
sua bandeira é comunista,
é da foice, é do martelo.

A origem destes males
é de São Paulo, é do foro;
invadindo os nossos lares,
não vai ter mais desaforo.

Sobre o Celso Daniel,
eu não sei o que é pior;
o Sombra nada falar
e na Caixa, a Belchior.

Nem Maduro, nem Fidel,
corja bolivariana;
índio Evo quer usina
e a Cristina não me engana.

Mas eu não levo a sério
e esse seu mistério
você pensa que me esconde.
Você se denuncia,
seu falar é o meu guia,
o destino eu sei aonde.

Você me olha de lado,
um olhar desconfiado,
de quem anda com medo.
Eu te olho de frente,
um olhar impertinente
de quem não tem segredo.

#VemPraRua, vem de novo,
é receita de sucesso;
a hashtag é do povo
e vai chegar no Congresso.

Ô, mollusco, tu não güenta,
nem o Bob lhe ajuda;
impedir a presidAnta
e mandá-los pra Papuda;

E as vaccas vão pro brejo,
a que ri e a que rezza;
é o último lampejo,
essa raça se despreza.

“Mas, nem que a vaca tussa!”
e não é que ella tossiu;
criminosos lesa-pátria
vão pra cuba que os pariu.

Mas eu não levo a sério
e esse seu mistério
você pensa que me esconde.
Você se denuncia,
seu falar é o meu guia,
o destino eu sei aonde.

Você me olha de lado,
um olhar desconfiado,
de quem anda com medo.
Eu te olho de frente,
um olhar impertinente
de quem não tem segredo.